quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Prolongamento da linha rumo ao oeste de Minas Gerais



 
Estação de Barra do Paraopeba ainda com o nome de Paraopeba em 1922,aqui era o "ponto final" da EFOM.Foto do livro "Estrada de Ferro Oeste de Minas - Trabalho Historico-Descriptivo" de Mucio Jansen Vaz

Estação do Clarindo, possivelmente na sua inauguração (1927). Acervo Bóris Costa Dolabella.

Locomotiva 58 da RMV em frente á estação de Abaeté em 1950.Acervo NEOM-ABPF.

Estação de Martinho Campos ainda com o nome de Abadia.Autor desconhecido.

A estação de Cardosos em 2003.Foto Gutierrez Lhamas Coelho.
Locomotiva 58 em frente á estação de São Gonçalo do Pará em 1964.Acervo de Jonas Carvalho.
A antiga estação de Divinópolis,à esquerda,ainda com o nome de Henrique Galvão em 1900.Autor desconhecido.
Estação de Gonçalves Ferreira em 1901.Acervo Jonas Augusto.
Estação de Carmo da Mata em 1922.Foto do livro "Estrada de Ferro Oeste de Minas - Trabalho Historico-Descriptivo" de Mucio Jansen Vaz,cedida por Bruno N. Campos.
A estação primitiva de Folha Larga,em 1956. www.patriamineira.com.br
A estação de Fromm,em construção de um novo prédio em 1922.Foto do livro "Estrada de Ferro Oeste de Minas - Trabalho Historico-Descriptivo" de Mucio Jansen Vaz,cedida por Bruno N. Campos.
Estação de Oliveira em 1912.Foto extraída do livro "West of Minas Narrow Gauge" de Paul Waters,2001.
A estação de Antônio Justiniano em janeiro de 2008.Foto Waldemar da FCA.
 Estação de Bom Sucesso em 1922.Foto do livro "Estrada de Ferro Oeste de Minas - Trabalho Historico-Descriptivo" de Mucio Jansen Vaz,cedida por Bruno N. Campos.
A primitiva estação de Aureliano Mourão em 1925.Autor desconhecido.
 Estação de Ibituruna em 1922.Foto do livro "Estrada de Ferro Oeste de Minas - Trabalho Historico-Descriptivo" de Mucio Jansen Vaz,cedida por Bruno N. Campos.

A estação de Coqueiros em 1980.Foto acervo Hugo Caramuru,cedida por Bruno Campos.


A estação de Nazareno em 1980.Foto acervo Hugo Caramuru,cedida por Bruno Campos.

A estação de Congo Fino em 1980.Foto acervo Hugo Caramuru,cedida por Bruno Campos.
A estação de Mestre Ventura em 1980.Foto acervo Hugo Caramuru,cedida por Bruno Campos.
A estação de Ibitutinga (antiga Santa Rita) em 1980.Foto acervo Hugo Caramuru,cedida por Bruno Campos.
A estação de Pedra Negra (ramal de Ribeirão Vermelho) em 2002.Foto extraída do livro "As ferrovias em Minas Gerais",de Pimenta, Eleutério e Caramuru, SESC, 2003.
A estação de Álvaro Botelho (ramal de Ribeirão Vermelho) em 1910.Autor desconhecido.
Estação de Ribeirão Vermelho.Autor desconhecido.
 Depois de inaugurado o trecho inicial da ferrovia de Sítio á São João del-Rei a ferrovia já no primeiro ano de operação registrou prejuízo por causa do traçado escolhido que seguia as márgens do Rio das Mortes,então por causa das fortes chuvas que provocaram uma enchente,a linha foi destruída em vários pontos,o lastro que era feito com cascalho retirado do fundo do rio foi levado pela água,enfim,boa parte da via teve de ser reconstruída.Mas em agosto de 1885 a EFOM conseguiu a concessão para prolongar a linha de São João del-Rei até Oliveira,nesse trecho em Aureliano Mourão partia um ramal levando a linha até Ribeirão Vermelho,esse ramal completava a proposta inicial que era construir uma ferrovia que deveria fazer a ligação de um ponto da Estrada de Ferro Dom Pedro II (estação de Sítio) com um ponto navegável do Rio Grande (estação de Ribeirão Vermelho) onde já se operava embarcações á vapor.Continuando na linha tronco (principal),esta seguia até Oliveira e em 1890 se iniciou a construção do último trecho da linha tronco que chegaria em 1894 em Barra do Paraopeba,assim a EFOM fazia a ligação Estrada de Ferro Dom Pedro II com a navegação do Rio Grande e do Rio São Francisco totalizando até esse ponto quase 602 Km de linha.Na próxima postagem falarei sobre os outros ramais da EFOM.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O início de uma história

Primitiva estação de São João del-Rei no início do século XX.Acervo NEOM-ABPF.

Locomotiva RFFSA SR-2 Nº 60 tracionando um trem de socorro,saindo de São João del-Rei pela linha de Antônio Carlos.Autor desconhecido.

Foto mostrando as duas saídas de São João del-Rei,á esquerda a linha saía para Aureliano Mourão e á direita para Antônio Carlos.Autor desconhecido.

Trem partindo de Tiradentes rumo á Antônio Carlos

Este deve ser um dos últimos registros da estação de Tiradentes antes da chegada do girador de Antônio Carlos e da erradicação da maior parte das linhas da bitolinha restando apenas o trecho de São João del-Rei á Tiradentes que até o final de 1984 estaria consumada,na foto o trem está posicionado na direção de São João del-Rei em fevereiro de 1984.Autor desconhecido.

Locomotiva Consolidation Nº 60 pronta para a viagem até Antônio Carlos.Autor desconhecido.
Estação de Barroso por volta de 1910.Autor desconhecido.

Locomotiva Ten-Wheeler RFFSA-SR2 N° 42 na plataforma da estação de Barroso provavelmente no início da década de 1980.Autor desconhecido.
Ruínas estação (posto telegráfico) de Ilhéus (depois Padre Brito).Foto de Edmilson.
Locomotiva Ten-Wheeler VFCO 39 manobrando no pátio da estação de Antônio Carlos bem em frente a uma escola,isso devia ser a alegria da criançada e um tormento para os professores.Autor desconhecido.

Locomotiva Ten-Wheeler VCFO 41 em cima do girador em Antônio Carlos,esse mesmo girador está hoje em Tiradentes.Autor desconhecido.

Mais um registro da VFCO 41 no girador em Antônio Carlos.Autor desconhecido.
Este é provavelmente o primeiro registro da linha pois a locomotiva Nº 2 parece estar auxiliando na construção da estrada,dá pra notar que a linha ainda nem tinha atingido a plataforma da estação,a caixa d'água que aparece na foto ainda está de pé até os dias hoje servindo como oratório,mas antigamente ela abastecia as locomotivas da Central do Brasil e da EFOM,o ano da foto é 1880.Autor desconhecido.
 No dia 02/02/1878 nascia a "Companhia Estrada de Ferro Oeste de Minas" que seria a ferrovia com bitola (medida da distância entre os trilhos) totalmente diferente das outras ferrovias do Brasil que na época já tinha as medidas de bitola 1,60m,1m,90cm,60cm,etc...com cada uma das medidas sendo usadas em pelo menos duas ferrovias,mas a EFOM adotaria a bitola de 76cm,essa decisão representou grande economia na sua construção pois os raios das curvas poderiam ser mais fechados,etc...
 Em 30/07/1881 apareceria o primeiro trem em São João del-Rei apenas para testar a linha,mas em 28/08/1881 a ferrovia era inaugurada oficialmente com a presença de Dom Pedro II e sua comitiva.Após a benção da estrada,da máquina e dos carros,o trem puxado pela locomotiva Nº1 saiu de Sítio (depois Antônio Carlos) que era o Km 0 da linha rumo á São João del-Rei onde chegou ás 22 horas e 5 minutos.
 Desde o início estava estipulado que a ferrovia deveria ligar um ponto da Estrada de Ferro Dom Pedro II (depois Estrada de Ferro Central do Brasil) até um ponto navegável do Rio Grande onde havia a operação de barcos á vapor,mas na inauguração a linha só chegava até São João del-Rei,mais tarde seria prolongada.Na data da inauguração além das estações de ponta de linha,já estavam prontas as de Barroso (segunda a ser construída,ou primeira se considerármos que a de Sítio já estava operando na EFCB desde 21/03/1878,ou seja,antes construírem a EFOM),Ilhéus e Capão Redondo (que eram postos telegráficos) e São José del-Rei (depois Tiradentes).A locomotiva da inauguração,que também foi a primeira a ser encomendada é a Baldwin American 4-4-0 inside-frame Nº 1 que se encontra preservada dentro do museu ferroviário de São João del-Rei.